EXPERIÊNCIAS DE ACADÊMICOS DE MEDICINA NA INTERCONSULTA EM CUIDADOS PALIATIVOS: INTEGRAÇÃO ENTRE CONHECIMENTO E PRÁTICA
Resumo
O envelhecimento populacional, aliado à crescente prevalência de doenças
crônicas não transmissíveis e de condições incuráveis, tem imposto desafios
significativos aos sistemas de saúde (GETIE et al., 2025). O prolongamento da
expectativa de vida, embora constitua um avanço, resulta no aumento de pacientes
que convivem por longos períodos com enfermidades progressivas, limitantes e de
difícil controle sintomático (RODRIGUES et al., 2022).
Nesse contexto, os Cuidados Paliativos (CP) emergem como uma abordagem
integral voltada à melhoria da qualidade de vida de pacientes com doenças
ameaçadoras da vida e de seus familiares, por meio da prevenção e do alívio do
sofrimento em todas as suas dimensões (GETIE et al., 2025). Longe de se restringirem ao momento final, os CP devem ser integrados precocemente ao tratamento, de forma
concomitante às terapias modificadoras, garantindo conforto, autonomia e dignidade
(RODRIGUES et al., 2022). Ao introduzirem uma nova lógica de cuidado, essa
abordagem exercem também um papel transformador na formação médica, nas quais
a escuta ativa e o reconhecimento da finitude são compreendidos como dimensões
essenciais do processo vital (TRUITI et al., 2025).