RELATO DE EXPERIÊNCIA: I SIMPÓSIO DE ORTOPEDIA PARA O MÉDICO GENERALISTA

Autores

  • Letícia Teixeira Guimarães
  • Rosa Mística dos Santos
  • Thaís Souto Souza

Resumo

Os transtornos de origem musculoesquelética (mialgias, lombalgias, artralgias,
tendinites, bursites, fraturas) ocupam a segunda ou terceira queixa mais comum dos
atendimentos de demanda espontânea da Atenção Primária à Saúde (APS) nas
diversas cidades brasileiras (LANDSBERG et al, 2012; SANTOS, RIBEIRO, 2015). Já
os traumatismos musculoesqueléticos representam 60% das admissões de prontoatendimento no Brasil (CAMARGO, 2010). Nesse cenário, é notável que o graduando
em Medicina deve ter habilidades em Ortopedia, características de nível secundário,
mesmo que não pretenda exercer esta especialidade após formado.
Porém, a despeito da importância e da prevalência dessas queixas na
população geral, a deficiência do ensino da Ortopedia, bem como a sequer valorização
da disciplina nos currículos das faculdades de medicina, ainda é uma realidade no
Brasil. Camargo (2010) afirma que “o curso de Ortopedia na graduação, quando
existente, tem um caráter apenas informativo e não formativo, em que as várias
doenças são mostradas superficialmente sem que o aluno tenha um envolvimento ou
responsabilidade sobre o paciente mesmo no internato”. Desse modo, o pouco contato
que os estudantes têm com a disciplina não os capacita adequadamente para
desenvolver habilidades da consulta, propedêutica e terapêutica ortopédicas durante
os estágios ambulatoriais, hospitalares e de atenção primária, frequentados durante a
graduação e, tampouco, segurança para os atendimentos em APS ou prontoatendimento quando formados.

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Publicado

13-02-2025

Edição

Seção

Relatos de Experiência